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Carlos Cavalcanti, presidente do

Instituto Artium de Cultura

Nosso “quest” (porque não lembrar D. Quixote?) é dar acesso aos brasileiros a experiências

culturais com o melhor do padrão internacional de produção. Arte sem fronteiras, para o Brasil, não apenas brasileira. Sem limites temporais, apenas aqueles evocativos da extensa (raramente pacífica) aventura humana neste planeta. Sem missões políticas, a não ser promover um arejado fluxo de ideias, contemporâneas e conflitantes. Todas as manifestações artísticas, de quaisquer épocas e linguagens, que sejam provocativas ao público do século 21. Nossas preocupações de vida não poderiam não deixar seu rastro em nosso trabalho. A arte vale “per se” por sua beleza e transcendência mas, honestamente, no Brasil isto é pouco.

Há gerações, a educação e formação difusa do brasileiro em artes é, digamos, inexistente, e

talvez consequência de propósitos inomináveis.
O Artium veio para também educar em artes. Se Freud pensava que educar, governar e analisar são tarefas impossíveis, ele mais ainda concor- daria que ensinar artes e cultura (o produto do desajuste, o embate entre lei e pulsão) não faria o menor sentido.Mas é necessário tentar. Porque, assim como o impossível do navegador português, viver é que não é preciso.Há que se promover milhões de oportunidades de informação sobre cultura e acesso a produtos artísticos principalmente às crianças e jovens, com seus sorrisos entristecidos na imensidão da pobreza que circunda os guetos de riqueza de nosso país.

Nosso compromisso, fica aqui cinzelado em pedra, é com a escola pública da periferia, a escola das crianças e adolescentes sobejamente privados das maiores graças da vida. Este é o território primal da violência que atinge e subjuga as meninas; que reproduz o racismo endêmico que marginaliza, desde cedo e desde sempre, a jovem população brasileira afrodescendente; do preconceito e agressões contra adolescentes LGBTQI+; da exclusão de pessoas especiais.


Que estas crianças e jovens, e você, sejam bem- vindos ao Artium: o mundo das artes.

O Plano Anual de Atividades do Instituto Artium de Cultura para 2021 e 2022 é uma ode à literatura. Charles Dickens e Roald Dahl inspiram os musicais Oliver! e Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate; Um Estranho no Ninho de Ken Casey foi brilhantemente adaptado para o teatro pelo talento inigualável de Dale Wasserman.

As dezenas de atividades de nosso projeto educativo, voltado a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, trabalharão o deleite do acesso destes grupos a espetáculos muito bem produzidos, com a reflexão profunda dos valores que destes textos as plateias podem inferir.

A programação de exposições, que vai do dadaísmo de Jean Arp à rica viagem por várias narrativas da arte contemporânea, exibindo Felice Varini, Vincent Beurin, Sheila Hicks, o coletivo brasileiro recortado por Alberto Simon e os olhares de cumplicidade dos fotógrafos Jairo Goldfluss e João Caldas, estarão emoldurados por típica arquitetura de ostentação da rica aristocracia paulistana do início do século 20, restaurada pelo Instituto Artium em sua sede no bairro de Higienópolis, em São Paulo.



HISTÓRICO  DO PALACE STAHL 

RESTAURO DE PATRIMÔNIO MATERIAL  

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